"Algumas obsessões começam quando encontramos respostas. As mais perigosas começam quando encontramos perguntas."Nikolai Romanov não dormiu naquela noite.Tentou permanecer deitado por algumas horas, imóvel no escuro do quarto, com os olhos fixos no teto e o corpo rígido demais para aceitar qualquer descanso, mas a tentativa foi inútil desde o início, porque sua mente continuava voltando para o mesmo lugar, para o mesmo escritório, para a mesma mulher parada diante dele com as mãos presas ao cabo do carrinho de limpeza e os olhos arregalados de uma forma que não parecia apenas nervosismo.Irina Petrova.O nome voltou a surgir dentro dele com uma insistência irritante.Nikolai fechou os olhos com força, como se pudesse expulsar aquela lembrança apenas pela força da própria vontade, mas o silêncio do quarto tornou tudo pior. Porque, no silêncio, não havia reuniões, relatórios, ligações ou problemas urgentes que servissem de distração. Havia apenas a memória dela e, por baixo dela, outr
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