Saí do Conselho Tutelar com o peito apertado pela despedida da minha filha, mas com a mente focada no papel que carregava na mão. Eu não tinha forças para pegar a estrada de volta imediatamente e encarar horas de viagem de ônibus naquele estado emocional. Por isso, mudei os planos: fui para a casa do meu irmão e acabei pousando lá. Aquela noite foi longa, preenchida pelo silêncio do cansaço e pelo teto desconhecido, mas ter o meu filho dormindo em segurança ao meu lado era o combustível que me mantinha de pé. No outro dia, assim que amanheceu, a urgência tomou conta de mim. Peguei o telefone e liguei para o número da Defensoria Pública que o conselheiro havia anotado. Eu precisava de respostas imediatas, de um advogado, de uma ação judicial que anulassem aquele documento maldito. A atendente do outro lado da linha ouviu brevemente a minha solicitação e me passou as coordenadas de funcionamento do local. Ela informou que o órgão ficava aberto das 7 horas da manhã até o meio-dia, mas al
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