Eduardo manteve a arma apontada para Celina.A mulher permanecia na entrada da Fazenda Villagran, imóvel sob a chuva fina, com o rosto pálido e os olhos fixos em Augusto.— Não se aproxime — ela disse.Augusto segurou as rodas da cadeira.— Mãe.Celina levou a mão ao peito.— Não me chame assim.A palavra atingiu-o profundamente.Madalena avançou um passo.— Celina.— Você ainda está viva.— Eu poderia dizer o mesmo.Eduardo observava as duas com um sorriso discreto.— É emocionante, não é? Duas mulheres disputando o direito de serem chamadas de mãe.— Solte-a — Helena ordenou.— Você continua dando ordens como se esta casa ainda pertencesse a alguém.— A casa não pertence a você.— Pertence ao nome Villagran.— Um nome roubado.O sorriso de Eduardo desapareceu.— Cuidado, Helena.— Você está cercado.Henrique e Leonor mantinham as armas erguidas. Rafael havia se posicionado junto ao muro, enquanto Clara protegia Sofia e Noemi atrás dos estábulos. Laura segurava Teresa pelo braço, imp
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