O carro parou diante da casa sem desligar os faróis.Durante alguns segundos, ninguém se moveu.A chave ensanguentada permanecia no chão do corredor.Clara olhava para ela como se reconhecesse uma ameaça antiga.— Não deixem que entrem — disse.Augusto fez um sinal para Henrique e Bento.— Fechem as portas. Ninguém sai da casa sem ser revistado.— E se for alguém ferido? — Helena perguntou.— Então será atendido depois de confirmarmos quem é.Isadora ainda segurava o caderno de Marina.— Se alguém nos seguiu, sabe que Clara está aqui.— Ou sabe que encontramos o caderno — Rafael acrescentou.Do lado de fora, uma porta de carro se abriu.Passos atravessaram o jardim.Bento apagou as luzes do corredor. Henrique posicionou-se junto à entrada, enquanto Augusto permanecia diante de Helena, Isadora e Clara.Três batidas soaram na porta principal.Depois, uma voz conhecida:— Augusto! Abra. Sou eu.Isadora reconheceu primeiro.— Lígia.Augusto não abriu imediatamente.— Como sabemos que é el
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