A viagem até a Casa do Rio começou antes do amanhecer.Helena levou uma bolsa com medicamentos, documentos e o telefone carregado. Sofia insistiu em acompanhá-la, enquanto Rafael ficou responsável pela pasta com os registros. Henrique dirigia o segundo veículo, com Laura e Beatriz.Augusto seguia no carro da frente.Embora a estrada fosse irregular, ele não permitira que Helena o deixasse para trás.— Você não precisa provar que consegue acompanhar — ela dissera.— Não estou tentando provar nada.— Então por que está dirigindo como se estivesse perseguindo alguém?— Porque estamos.Helena olhara para ele, mas não respondera. Pela primeira vez, a preocupação de Augusto não parecia controle. Era apenas um desejo quase teimoso de permanecer próximo.A Casa do Rio ficava em uma região cercada por árvores antigas e terrenos abandonados. O caminho terminava diante de um portão de ferro coberto por ferrugem. A construção, de dois andares, tinha paredes claras e janelas altas. Parecia vazia,
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