Quando entrei no hospital, encontrei Donavan imediatamente. Ele estava no corredor, sentado com os cotovelos apoiados nas coxas, as mãos trêmulas esfregando uma na outra, como se tentasse afastar os próprios pensamentos, a culpa e o medo. Os olhos estavam presos no chão, mas não era só cansaço. Era derrota visível, como se ele estivesse afundando dentro de si mesmo.Aproximei-me devagar, sem pressa, sem palavras fáceis. Ele só percebeu minha presença quando eu já estava ao seu lado.— Donavan — chamei, a voz firme, mas controlada.Ele ergueu os olhos lentamente, e o peso de toda a situação estava estampado no rosto. A tensão. O desespero. Tentou falar, mas não conseguiu. Apenas balançou a cabeça, como se falar fosse demais naquele momento.— Eu... eu não sei o que aconteceu — disse por fim, a voz vacilando, como se tentasse convencer a si mesmo de alguma coisa. — Helena... Helena desmaiou, Aiden. Não houve aviso, não houve sinal. De repente, ela só caiu e... eu... eu não sei o que faz
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