Quando entrei no hospital, encontrei Donavan imediatamente. Ele estava no corredor, sentado com os cotovelos apoiados nas coxas, as mãos trêmulas esfregando uma na outra, como se tentasse afastar os próprios pensamentos, a culpa e o medo. Os olhos estavam presos no chão, mas não era só cansaço. Era derrota visível, como se ele estivesse afundando dentro de si mesmo.
Aproximei-me devagar, sem pressa, sem palavras fáceis. Ele só percebeu minha presença quando eu já estava ao seu lado.
— Donavan —