O dia começou comum. Sol quente, morro fervendo, a rotina de sempre. O Jogador me chamou cedo, mandou eu resolver umas paradas no morro do Ben. Negócio de rota, de fornecedor, de alinhamento entre as áreas. Coisa chata, mas necessária. O Ben é parceiro, mas parceiro exige atenção. Peguei o carro, desci o morro, subi o outro. A paisagem mudava, mas a essência era a mesma: viela, barraco, olhar desconfiado de quem não te conhece. Cheguei no QG do Ben. O cara me recebeu na porta, aperto de mão firme, olho no olho. — Edy, tranquilo? — ele perguntou. — Tranquilo, Ben. O Jogador mandou lembrança. — Manda um abraço pro chefe. Vamo resolver esses assuntos logo. Entramos. A sala era parecida com a nossa: mesa grande, cadeiras, mapa do morro na parede, radinho chiando. Sentei, abri a pasta, comecei a explicar as propostas do Jogador. O Ben ouvia, acenando, fazendo suas contrapropostas. Tava tudo indo bem. Até a porta abrir com violência. Maya. Ela entrou aos prantos. O cabelo preto b
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