O baile tava no auge quando eu decidi que era hora de vazar dali com as duas minas. A morena, que se chamava Larissa, tava colada no meu lado esquerdo, rebolando devagar no ritmo do grave, mão na minha nuca, sussurrando no ouvido. — Edy, leva a gente pro teu barraco, vai... Tô louca pra te provar inteiro. A loira, a Gabi, do outro lado, mordendo o lábio, copo de gin na mão, rindo baixinho. — É, amor, a gente quer brincar contigo hoje. Sem frescura. Eu não pensei duas vezes. O queixo ainda doía do soco do Russo, mas o álcool e a tesão tavam mandando. — Bora, minhas gostosas. Vamos fazer a noite valer a pena. Peguei as duas pela cintura, dei um aceno pros vapô que tavam de olho na saída, e saí pela lateral da quadra. O som do funk ainda batendo forte nas costas, mas o barulho foi ficando pra trás enquanto a gente descia a ladeira pro meu barraco. Chegamos na casinha em uns dez minutos. Abri a porta, acendi a luz da sala, joguei as chaves na mesa. — Sejam bem-vindas ao meu rei
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