A tarde tava mansa. Daquelas que o morro parece até sossegado, o sol batendo fraco, a brisa entrando pela janela. Eu tava no sofá da sala, a televisão ligada num programa qualquer, mas minha atenção tava toda na Sayuri. Ela tava inquieta. Levantou, foi pro banheiro. Voltou depois de uns minutos, sentou do meu lado. Mal encostou no sofá, levantou de novo. — Tá bem, Sasa? — perguntei, acompanhando ela com o olhar. — Dor de barriga — ela respondeu, a mão na barriga enorme. — Mas não fiz nada. — Senta aqui. Puxei ela pro meu lado no sofá. Coloquei a mão na barriga, sentindo os chutes da Ayumi. Fortes, como sempre. — Ela tá mexendo muito — comentei. — Tá. Parece que quer sair. — Ainda falta um mês, princesa. Calma. Ela tentou sorrir, mas a careta de dor voltou. A campainha tocou. — Deve ser o Alan — falei, levantando pra abrir. Era ele. E com ele, a Bárbara. A enfermeira da clínica onde a Sayuri faz o pré-natal. A mina que, pelo jeito, virou namorada do meu irmão, pois vivem
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