CONTAS DO PASSADOGIORGIOO som dos pneus da caminhonete esmagando o cascalho da entrada principal da fazenda Trovato sinaliza o fim da minha trégua. Noto, com o seu cheiro de alfazema, o sorriso banguela da pequena Georgina e os olhos castanhos de Gemima começando a aceitar o futuro, ficou para trás na estrada. Ali, diante da imensa fachada de pedra da sede da nossa dinastia rural, o ar volta a ser sufocante. Eu não mudei a rota para Palermo. Não liguei para os caprichos de Bettina. Havia uma conta pendente que eu precisava liquidar diretamente na raiz, e o dono daquela terra estava me esperando na biblioteca.Lorenzo caminha ao meu lado, mantendo a postura firme e a pasta de couro impecável sob o braço. Assim que empurro as portas de madeira de lei da biblioteca, encontro o meu pai, Matteo Trovato, sentado na sua poltrona de couro legítimo, com um copo de uísque envelhecido em uma das mãos e um charuto cubano apagado entre os dedos. Suas feições são duras, enrugadas pela idade e pel
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