A INFÂMIAGIORGIOOs gritos de desespero de Bettina ainda ecoam pelas paredes de mármore da mansão quando a imensa porta da frente é empurrada com força. Minha sogra dá um passo para dentro do hall, congelando no lugar ao dar de cara com a cena apocalíptica: eu, com os olhos injetados de fúria, segurando o tecido do vestido de sua filha e expondo a estrutura rígida de silicone da barriga falsa. A elegância aristocrática daquela mulher desaba em um milésimo de segundo. Ela leva a mão enluvada à boca, soltando um suspiro trêmulo de puro pavor, e suas pernas vacilam, fazendo-a cair sentada, de forma pesada e sem postura, no sofá de linho do saguão.Olho para ela com o mais absoluto desprezo, largando Bettina como se ela fosse um pedaço de pano sujo.— Que bom que você chegou, senhora... — digo, a minha voz saindo pausada, gélida, cortando o ar como uma lâmina de guilhotina. — Agora vamos... Você vai sentar aí e vai me falar absolutamente tudo o que você sabe sobre essa farsa nojenta. Por
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