A notícia da morte de Bernardo se espalhou rapidamente.Antes mesmo do amanhecer do dia seguinte, centenas de pessoas já se dirigiam ao salão onde aconteceria o velório.O céu permanecia coberto por nuvens escuras.Uma chuva fina caía sem parar.Parecia que até a natureza se recusava a aceitar aquela despedida.No centro do salão, cercado por dezenas de coroas de flores brancas, estava o caixão.Sobre ele, uma fotografia de Bernardo sorrindo.Era difícil acreditar que aquele homem forte, respeitado e admirado agora descansava em silêncio.Laura permaneceu parada diante do caixão por longos minutos.Não chorava mais.As lágrimas pareciam ter acabado durante a noite.Seus olhos estavam vermelhos.Seu rosto, completamente abatido.Ela apenas observava o pai.Como se esperasse que, a qualquer momento, ele abrisse os olhos e dissesse que tudo não passara de um terrível engano.Ao seu lado estava Dona Célia.A governanta segurava delicadamente sua mão.Desde a morte da mãe de Laura, muitos
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