O tempo não curava a dor.
Já fazia algumas semanas desde o enterro de Bernardo, mas a mansão continuava mergulhada em um silêncio estranho.
Os corredores pareciam maiores.
A mesa de jantar permanecia quase sempre vazia.
O escritório de Bernardo continuava fechado, exatamente como ele o deixara antes da última viagem.
Laura evitava entrar ali.
Ainda não tinha coragem.
Todas as manhãs, porém, passava diante da porta e parava por alguns segundos.
Era como se esperasse ouvir a voz do pai chamando s