A chuva voltara a cair sobre a cidade.
As gotas batiam contra os vidros da mansão enquanto Laura permanecia sentada na varanda do quarto, abraçada ao casaco que pertencera ao pai.
Fazia apenas alguns dias desde o enterro, mas a dor parecia aumentar a cada amanhecer.
Ela fechou os olhos.
Ainda conseguia ouvir a voz de Bernardo.
"Nunca deixe ninguém dizer que você vale menos do que realmente vale."
As lágrimas voltaram a escorrer por seu rosto.
— Eu queria que o senhor estivesse aqui...
Dona Céli