Na sexta-feira, entreguei a primeira versão do protocolo de contingência quarenta minutos antes do prazo e passei os quarenta seguintes tentando não abrir o arquivo novamente para alterar coisas que já tinham sido discutidas três vezes. O documento era simples no papel: qualquer mudança de fornecedor, produto, disponibilidade ou condição de acesso deveria acionar uma sequência de verificação antes que o problema chegasse à família. Confirmar impacto clínico, mapear alternativas, identificar barreiras práticas e designar alguém responsável pelo acompanhamento até que a transição estivesse concluída. Na prática, cada uma dessas etapas podia envolver hospital, posto de saúde, farmácia, assistência social, transporte e pessoas que não tinham obrigação nenhuma de conversar entre si. Marcelo dizia que eu havia criado um protocolo de quatro páginas para obrigar sistemas diferentes a se telefonarem. Eu respondia que, se funcionasse, já seria uma revolução.Beatriz entrou na sala pouco depois
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