Conversei com Teresa na manhã seguinte antes que a coragem começasse a produzir desculpas. Ela estava em sua sala, revisando as datas da avaliação independente, e não demonstrou surpresa quando expliquei que Rafael talvez precisasse passar até duas semanas em Lisboa para realizar exames relacionados à visão. Também não reagiu como alguém que esperava que eu abandonasse imediatamente o trabalho para acompanhar o marido. Apenas fechou o relatório, abriu a agenda e perguntou quais eram as datas prováveis.— Ainda não existem datas — respondi. — A equipe está esperando uma confirmação dele. Antes de responder, eu precisava saber se minha ausência interromperia o piloto.— Interromper, não. Criar dificuldades, certamente.A honestidade era típica de Teresa e, naquela manhã, trouxe mais alívio do que qualquer permissão oferecida por gentileza. Expliquei que poderia participar das reuniões por vídeo, acompanhar os relatórios e manter contato com André e Patrícia, mas ela me lembrou que parte
Ler mais