Dulce Maite — Sevilha, EspanhaEngulo em seco. O homem na minha frente tinha deixado bem claro que, enquanto não soubesse o que fazer comigo, eu não sairia dali. Ou seja, eu estava oficialmente presa.— Você não pode fazer isso, o erro foi de vocês — acuso, tentando buscar alguma firmeza na voz, embora minhas pernas ainda tremam.Sua expressão não muda nem por um segundo. Ele permanece calmo, frio e totalmente controlado.— Você não ficará presa, apenas não poderá sair daqui. Pegue e ligue para alguém que te conheça e que possa notar o seu sumiço — diz ele, estendendo um celular moderno na minha direção. — Não preciso dizer o que você não deve falar, certo?Nego com a cabeça, entendendo perfeitamente a ameaça implícita. Pego o aparelho e começo a digitar o número de Jonas, mas, antes de apertar o botão para chamar, me recordo de um detalhe importante:— Não acha que faria mais sentido eu ligar do meu celular? Tipo, não levantaria tanta suspeita, e eu também preciso tirar uma licença d
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