"O que mais você está escondendo, morena?" pergunto, com a voz rouca. "Além dessa sua resistência física que, pelo visto, tem um limite que a maquiagem não consegue mais cobrir?""Você errou, eu não quero apagar. Eu só não posso dar margem no meu trabalho. Mulher, brasileira, bronzeada, professora de funk e ainda aparece cheia de marcas de mordidas?" ela confessa rindo.Solto uma risada curta, uma mistura de diversão e um respeito renovado por essa clareza de mundo. Eu vivo cercado de tubarões em ternos sob medida, mas a guerra diária dela parece exigir uma armadura muito mais complexa do que a minha."É... o julgamento do mundo consegue ser mais cruel do que qualquer crítica de arte", murmuro, enquanto deixo a água morna enxaguar o resto do sabão dos ombros dela, revelando cada uma daquelas marcas com uma nitidez quase pecaminosa. "Eu esqueço que, para você, a 'majestade' do palco exige uma fachada impecável lá fora."Eu a puxo para mais perto, deixando o chuveiro bater nas minhas cos
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