Isabelly sabia exatamente o que precisava fazer. Ou talvez não soubesse. Talvez estivesse apenas correndo contra o inevitável.Depois de ouvir o depoimento de Ane, depois de descobrir que Adrian havia salvado sua vida, depois de compreender que ele impedira Yara de concluir a execução, algo dentro dela entrou em conflito.As peças finalmente se encaixavam. Mas, ao mesmo tempo, nada fazia sentido. O homem que protegia testemunhas era o mesmo homem acusado de matar inocentes. O homem que a fazia sentir-se segura era o mesmo homem que carregava sangue nas mãos. O homem que ela amava... Era o homem que havia destruído sua vida.Mesmo assim, precisava ouvir a verdade da boca dele. Precisava encará-lo. Precisava saber tudo. Sem intermediários. Sem relatórios. Sem testemunhas. Sem retratos falados. Apenas os dois.Ela se despediu de Ane, garantindo que agentes permaneceriam de guarda no corredor. Em seguida saiu do hospital.Assim que atravessou as portas automáticas, a chuva fina da manhã a
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