Ainda naquela madrugada, o apartamento de Isabelly permanecia mergulhado em um silêncio sufocante. O painel investigativo, que durante anos fora o centro de sua vida, agora estava destruído. Fotografias rasgadas cobriam o chão. Mapas amassados espalhavam-se pelo cômodo. Fios vermelhos, que antes ligavam nomes, datas e vítimas, pendiam soltos da parede como se representassem o caos em que sua própria vida havia se transformado.A cadeira estava caída. A mesa permanecia repleta de documentos. O retrato falado de Black encontrava-se amassado em um dos cantos do escritório improvisado.E Isabelly...Continuava sentada no chão. As costas apoiadas na parede. Os joelhos recolhidos junto ao peito. O olhar perdido. Já não havia lágrimas. Ela havia chorado tudo o que podia. Agora existia apenas um vazio doloroso. Um silêncio que parecia consumir cada parte de seu coração. Sua mente repetia, sem parar, a mesma pergunta.“Quem era Adrian, afinal?” O homem que lhe devolvera a capacidade de amar...
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