Capítulo 3 — Não era o mesmo homemVictoria ClarkAs mãos dele em minha cintura pareciam marcar a minha pele através do tecido fino do espartilho. Eu tentei empurrar os ombros largos de Adrian, juntei as poucas forças que me restavam para apoiar as palmas das mãos contra o peito dele, mas era como tentar mover uma parede de concreto.— Para... Adrian, para — o protesto saiu fraco, sufocado pelo hálito quente dele que descia pelo meu pescoço.— Eu tentei — ele murmurou contra a minha pele, a voz tão rouca que parecia vibrar dentro do meu próprio peito. Os olhos dele me encararam, nublados pela névoa daquela substância, mas fixos em mim com uma possessividade assustadora. — Eu juro que tentei passar direto por você. Mas eu não consigo respirar, porra.O palavrão saiu baixo, uma confissão de derrota que me pegou desprevenida. O homem implacável que tinha me olhado como se eu fosse lixo duas horas atrás estava ali, desarmado, implorando com os olhos por algo que ele claramente não entendi
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