A tênue luz da manhã começava a filtrar-se pelas janelas da Fortaleza, mas o cansaço me impedia de desfrutar da calma que o novo dia prometia. Meu corpo doía, não só pelo sequestro e resgate, mas também pela tensão que ainda me apertava o peito.Apesar de tudo, eu não conseguia parar de pensar em como minhas decisões sempre pareciam arrastar consigo aqueles ao meu redor. Eu havia voltado para casa, sim, mas a sensação de perigo não me abandonava.Caminhei pelo longo corredor em direção aos apóstolos da minha mãe. Amaranta Volkova não era uma mulher que demonstrava medo facilmente, mas eu sabia que meu desaparecimento a havia afetado profundamente.Quando cheguei à porta, não precisei bater. Ela se abriu abruptamente, e lá estava ela, vestida com um elegante quimono de seda, os cabelos prateados presos em um coque simples. Seus olhos, tão parecidos com os meus, estavam vermelhos, como se ela tivesse passado a noite chorando."Dominika." Sua voz, geralmente composta, falhou ao pronuncia
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