Aurora Whitmore O beijo começou devagar, quase como uma pergunta silenciosa. Havia hesitação, respeito e um cuidado tão profundo que fez meus olhos se fecharem naturalmente. Durante semanas, vivemos cercados por quase beijos, olhares interrompidos e palavras que nunca terminavam de ser ditas. Agora, finalmente, o silêncio falava por nós. Senti seus lábios encontrarem os meus com uma delicadeza que contrastava completamente com a força daquele homem. Magnus Blackwood, que comandava empresas, tomava decisões milionárias e enfrentava qualquer dificuldade sem vacilar, beijava como quem segurava algo precioso demais para correr o risco de quebrar. O toque era lento, quente e incrivelmente paciente, como se ele estivesse decorando cada segundo daquele momento antes mesmo de acreditar que ele era real. Um arrepio percorreu minha pele da nuca até a ponta dos dedos. Minha respiração perdeu o ritmo, e o mundo ao nosso redor desapareceu. Já não existiam livros, paredes ou janelas. Existia ape
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