Magnus Blackwood
Passei a noite inteira revivendo aquele beijo. Não importava quantas vezes eu fechasse os olhos ou tentasse ocupar a mente com números, contratos ou relatórios, que sempre acabava voltando ao mesmo instante da mão de Aurora no meu rosto. Eu ainda sentia o calor da respiração dela e a delicadeza com que seus lábios encontraram os meus. Não havia sido um beijo impensado, muito menos um impulso, foi uma escolha, e era justamente isso que me atormentava.
Durante anos, a culpa foi a