Capítulo 122. Narrando Índio Tem três dias que o Digão viajou com a patroa e o moleque deles. Nunca vi meu parceiro tão feliz, sorrindo que nem bobo. É foda ver ele assim, leve, de boa. Enquanto isso, eu tava aqui com o pau latejando de tesão pela Iolanda.Fazia dias que eu não pensava em outra coisa. Sabia que ela também tava querendo. A mina ficava me olhando de canto, mordendo o lábio, apertando as coxas quando eu passava perto. Chega de enrolação. Hoje eu ia pegar o que era meu.Parei a moto em frente à casa do Digão e buzinei duas vezes. A sogra dele apareceu na porta, curiosa. — A Iolanda tá? — Tá sim, vou chamar.Dois minutos depois ela surgiu. Porra... Vestido preto colado no corpo, curto o suficiente pra mostrar aquelas coxas grossas e macias, um batom vermelho nos lábios carnudos. O cabelo solto, cheirando a shampoo bom. Meu pau já deu sinal de vida só de olhar.— Sobe — chamei, estendendo o capacete.Iolanda veio rebolando devagar, subiu na moto e grudou o corpo quente
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