Tentei me debater, lutar, empurrá‑lo, mas quanto mais eu mexia, pior ficava a minha posição. Ele pressionou o corpo contra o meu, encaixando o quadril pesado bem no meio das minhas pernas abertas, prendendo‑me de um jeito que me deixou sem movimentos. E quando senti, claramente, a sua excitação dura e pulsante pressionando contra mim, eu quase gemi alto, traída pelo meu próprio corpo. Ele estava ali: pesado, quente, cheiroso… e cada milímetro de mim respondia a ele de forma desavergonhada, como se todo esse tempo longe nunca tivesse existido. Minha pele se arrepiou, meu coração disparou, e o desejo antigo — aquele que eu jurei ter matado — ressurgiu com força total. E quando ele curvou-se e beijou o meu pescoço, bem ali, exatamente em cima da sua marca de reivindicação que ficaria eternamente presa ali, o meu corpo tremeu todo, um arrepio forte percorrendo cada nervo meu. Mas foi naquele segundo que a realidade bateu forte. Boris. Lembrei dele. Lembrei de tudo o que ele fez por m
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