Sarah A casa estava silenciosa, mas era um silêncio ensurdecedor, denso, que parecia pressionar as paredes contra o meu peito. Eu andava de um lado para o outro na sala de estar, os braços cruzados apertando o meu próprio corpo com força, como se aquele abraço sufocante pudesse segurar os meus pedaços antes que eu desmoronasse por completo no chão. Kate tentava falar comigo, repetindo palavras vazias de conforto que não passavam de ruído. Minha mãe chorava baixinho, encolhida no sofá, enquanto meu pai, com a mão pesada e trêmula no ombro dela, parecia ter envelhecido dez anos em uma única noite. Perto do corredor, Beatrice falava ao telefone. Sua voz era apressada, quase ofegante, ecoando a urgência do nosso pesadelo. Assim que desligou, ela caminhou rapidamente até mim, guardando o aparelho. — A Amanda já sabe de tudo, Sarah. Ela está saindo do apartamento agora mesmo e vindo direto para cá. Assenti com um movimento mecânico de cabeça, mas as palavras pareceram flutuar ao
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