Sarah O mundo ao meu redor, que durante as últimas vinte e quatro horas havia se transformado em um cenário de ruínas e cinzas, de repente, parecia ter sido colado de volta com fios de ouro. Eu estava ali, parada no centro daquele restaurante no Velho Montreal, sentindo o calor das mãos de Ethan nas minhas. Aquele não era o Ethan do desespero ou o Ethan da defesa contida; era o homem que eu conhecia, o homem que sempre foi meu porto seguro, e que agora, diante da minha completa entrega, exalava uma serenidade que me desarmava. Sem precisar de palavras, fomos tomados por um movimento quase magnético. O espaço entre nós, que antes parecia um abismo intransponível, foi obliterado. Ele me puxou para um abraço que não era apenas um reencontro de corpos, mas um encaixe de almas. O aperto dele era firme, possessivo, mas acima de tudo, protetor. Senti o cheiro familiar do seu perfume, aquele aroma de sândalo e seriedade que sempre me acalmou, e, por um instante, apenas me permit
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