Assim que as portas pesadas de madeira da sala da presidência se fecharam, isolando-os do barulho do saguão, o silêncio caiu como uma bomba. Maya deu dois passos rápidos para a frente, afastando-se do toque de Alexander como se tivesse levado um choque elétrico. Ela girou o corpo, o peito subindo e descendo com a respiração descompassada, os lábios ainda formigando por causa do beijo.Alexander, por outro lado, caminhou com uma calma irritante até o bar de carvalho no canto da sala. Ele serviu dois dedos de uísque em um copo de cristal, sem pressa alguma.— Você ficou maluco?! — a voz de Maya ecoou pela sala, carregada de indignação. — Que palhaçada foi aquela lá embaixo, Alexander?O CEO tomou um gole lento da bebida, fixando aqueles olhos cinzentos e frios nela. O canto de sua boca se curvou naquele sorriso arrogante de sempre.— Aquela "palhaçada", minha querida noiva, acabou de salvar a sua reputação e o valor das ações da minha empresa na abertura da bolsa de amanhã — rebateu ele
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