A fechadura estalou. Quando a porta se abriu, Peter nem teve tempo de processar o cenário. Sarah desabou para a frente, e ele a segurou pelos braços antes que ela atingisse o chão do corredor. Ela chegou chorando. Um pranto feio, ruidoso, que vinha do fundo do estômago e roubava todo o seu ar. Peter a puxou para o interior do apartamento, bateu a porta com o calcanhar e tentou ampará-la enquanto ela cambaleava pela sala feito um animal atingido.— Ele é um desgraçado! Um maldito! — ela gritava, a voz falhando, esganiçada pela humilhação. — Eu acreditei nele!Peter tentava segurá-la pelos ombros, os olhos arregalados de preocupação.— Sarah, calma! O que aconteceu? Ele te machucou?— Eu! — ela bateu com força no próprio peito, sufocando-se no choro. — Eu fui uma imbecil! Patética! Eu achei… Deus, eu achei que era real! Eu fui uma idiota, Peter! Uma idiota!Ela mal conseguia explicar. As palavras saíam truncadas, atropeladas pela saliva e pelas lágrimas. Peter tentava decifrar o enigma,
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