Os dias seguintes correram em um ritmo que Sarah há muito tempo não conhecia: o da normalidade.A rotina no Nyx continuava à noite, e cada dólar ainda precisava ser rigidamente dividido entre aluguel, contas e parcelas da faculdade, mas a urgência sufocante havia diminuído.Já não existia a sensação de se afundar sozinha.Na quarta-feira, o peso dessa mudança se materializou de forma simples: uma colega a alcançou na saída da faculdade, ajeitando a mochila no ombro.— Vamos revisar o material para a prova de Processo Civil amanhã. Quer vir com a gente?Meses antes, a resposta teria sido automática, disparada pelo puro instinto de sobrevivência: não posso, preciso trabalhar, não tenho tempo. Mas, naquela tarde, ela olhou para a tela do celular e não precisou calcular quantos minutos faltavam até o próximo compromisso.— Posso ficar uma hora.A colega sorriu.— Ótimo. Você explica melhor que o professor.Sarah achou graça.Quando chegaram à biblioteca, já havia outros quatro alunos ocup
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