— Estamos seguros? — sussurrou.Não havia resposta.Mas, pela primeira vez desde que Matteo entrou na trattoria, Giulia conseguiu respirar por mais de alguns segundos.A sopa esfriava sobre a mesa.Ela comeu devagar, não porque Lorenzo mandara, mas porque agora havia alguém dentro dela dependendo de sua força. Pão. Sopa. Algumas frutas. Água. O estômago embrulhou no começo, depois aceitou.Depois trancou a porta.Verificou a janela.Verificou o banheiro.Verificou até o armário.Não encontrou câmeras. Não encontrou homens. Não encontrou armadilhas.Encontrou apenas a própria exaustão.Deitou-se vestida, com a chave de ferro sob o travesseiro.E dormiu sonhando com uma janela aberta na ala leste da Villa Vitale.Lorenzo não dormiu.Sentou-se no salão da propriedade de Tommaso Ferrara com uma xícara de café intocada diante de si e relatórios espalhados sobre a mesa. Salvatore estava de pé ao lado da lareira, falando baixo ao telefone, organizando barreiras, rotas e contatos.Lorenzo ouv
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