Não havia homem a ameaçar.Não havia dívida a cobrar.Não havia inimigo a destruir.Havia apenas Giulia, em seus braços, lutando para trazer o filho deles ao mundo.— Lorenzo... — ela sussurrou, a voz quebrada pela dor.Ele olhou para ela imediatamente.— Estou aqui.— Não me deixe.A frase atravessou o peito dele com violência.Ele a segurou com mais cuidado, como se carregasse algo infinitamente precioso e infinitamente frágil.— Nunca.Bianca, à frente, virou-se com olhos ferozes.— Menos promessa dramática e mais passos firmes, Don Lorenzo. Se derrubar minha paciente, eu mesma acabo com a linhagem Vitale.Agata, logo atrás, resmungou:— Finalmente uma ameaça útil nesta casa.Giulia teria rido se outra contração não tivesse vindo.Ela fechou os olhos e soltou um grito baixo, apertando o ombro de Lorenzo. Ele parou por instinto, assustado.— Continue andando! — Bianca ordenou.Ele obedeceu.Obedeceu.Se alguém lhe dissesse meses antes que Lorenzo Vitale atravessaria a própria villa
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