Giulia abriu os olhos, mas não olhou para ele.— E eu estava errada?A pergunta ficou entre eles como uma sentença.Lorenzo demorou.Quando respondeu, sua voz veio baixa, quebrada de um jeito quase imperceptível.— Antes, talvez não.Giulia virou o rosto.Ele a encarou, sem máscara.— Agora, sim.Ela queria acreditar.O problema era justamente esse.Queria.O carro seguiu pela estrada escura da Toscana, deixando para trás a trattoria, a procissão, a falsa paz e os homens de Matteo.Giulia manteve a mão sobre o ventre.Lorenzo manteve os olhos nela.E, pela primeira vez, os dois entenderam a mesma coisa:Não havia mais como esconder.A criança que crescia dentro dela havia deixado de ser segredo.Agora era alvo.E Lorenzo Vitale, finalmente, sabia que seu coração tinha batido fora do próprio peito antes mesmo de nascer.O carro atravessou a noite da Toscana como uma sombra.Lá fora, as colinas ondulavam sob a lua, cobertas por vinhedos escuros, ciprestes imóveis e casas de pedra adorme
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