— Não comigo.A resposta simples a calou.Nico balançou as pernas no banco.— Quando meu pai morreu, a gente ficou sem comida. Minha mãe disse para não pedir aos Vitale, mas Don Lorenzo mandou lenha no inverno passado. Sem dizer que foi ele. Agata contou.Giulia olhou para Agata, que fingia não ouvir.— Ele fez isso?— Sim. Para muita gente. Mas diz para ninguém falar, porque aí as pessoas aparecem pedindo mais.O menino falou com inocência, sem entender que acabava de abrir outra rachadura na imagem de Lorenzo.Giulia odiou a rachadura.Porque uma parte dela queria manter Lorenzo simples: perigoso, arrogante, controlador.Mas ele continuava fazendo coisas que complicavam o ódio.— E você gosta dele? — Giulia perguntou.Nico pensou.— Tenho medo. Mas quando ele promete, faz.Medo e confiança.Duas palavras que, na vida de Lorenzo Vitale, pareciam andar juntas.Antes que Giulia pudesse responder, um dos homens no pátio levou a mão ao ouvido, ouvindo algo pelo comunicador. O rosto dele
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