— Paranoia? — Lorenzo deu uma risada sem humor. — Homens paranoicos morrem menos, Giulia.
— E vivem como você?
O silêncio que veio depois foi diferente.
Mais profundo.
Ela viu o golpe atingir.
Mas Lorenzo não recuou.
— Sim — ele disse. — Vivem como eu. Respirando. De pé. No comando. É melhor do que ser enterrado por confiar na pessoa errada.
— Você chama isso de vida?
— Eu chamo de sobrevivência.
— Que coisa triste.
Os olhos dele escureceram.
— Não tenha pena de mim.
— Eu não tenho. Tenho raiva