☆ Hannah Brooks ☆Aos poucos, sinto a gravidade voltar a fazer sentido e minha respiração, antes um caos de suspiros cortados, começa a encontrar um ritmo minimamente normal. O vento frio de Nova York bate contra as minhas costas nuas, mas o frio não me alcança; as mãos imensas e firmes de Cael continuam cravadas nos meus quadris, um aperto possessivo, pesado, que já se tornou a sua marca registrada. Ele não me solta.É como se, após o estalo de pólvora que acabou de explodir entre nós, ele precisasse garantir que eu ainda estou exatamente ali, sob o seu domínio silencioso.Ainda sinto a pele dele quente como brasa contra a minha, nossos corpos suados e enroscados no design minimalista daquela espreguiçadeira luxuosa, como se estarmos nus no topo de Manhattan fosse a coisa mais comum do mundo. A respiração dele também vai se acalmando, o peito largo batendo contra o meu em uma cadência que vai retornando ao ritmo comum, embora eu consiga sentir o eco da adrenalina ainda correndo nas
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