A correria foi grande, mas consegui chegar até onde o carro estava estacionado com Vitória. Ela está muito machucada e não acorda, a respiração fraca. Cubro‑a com o meu paletó e a acomodo no banco de trás. Vejo dois policiais vindo na minha direção; tenho que me esconder — poucos sabem do acordo que fiz.Afasto‑me um pouco, mas continuo de olho. Quando vejo um deles se aproximar do carro, a porta ainda aberta, ia intervir, mas reconheço o Batista — foi com ele que fechei o trato.— Chefe, tem uma mulher desacordada aqui, está muito ferida — diz ele, olhando ao redor, como se procurasse algo.— Precisamos tirá‑la daqui. Vocês dois, tragam o médico até aqui. Eu mesma cuido dela. Vão rápido — ordena ele aos outros.Quando os dois saem, apareço.— Porra, cara, preciso levá‑la daqui.— Eu vou fazer isso. Você sai daqui agora, o mais rápido que puder.— Não vou deixá‑la, Batista.— Sabe muito bem: se a Cúpula descobrir que é você quem passa informações para a polícia, a coisa vai ficar feia
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