Não foi uma palavra.Foi um sorriso.Dante estava diante dele em uma sala subterrânea da mansão, separada do restante da casa por três portas de aço e um corredor onde apenas Marco tinha autorização para entrar armado. Enzo estava preso a uma cadeira, ferido, medicado o suficiente para não morrer e lúcido o suficiente para temer.Ou fingir que não temia.— Você está cansado, Dante — Enzo disse, a voz rouca.Dante permaneceu de pé, impecável em seu terno escuro, mãos atrás do corpo, rosto sem emoção.— Você também.Enzo riu baixo.— Eu sou velho. Cansaço é quase uma religião.— Nomes.— Sempre tão direto.— Nomes, rotas, financiadores e a localização das mulheres marcadas.Enzo inclinou a cabeça.— E Sofia? Ela aprovou essa lista de perguntas?Dante não se moveu.Mas o olhar dele mudou.Pouco.O suficiente.Enzo viu.E sorriu.Esse foi o erro.Porque Dante percebeu, naquele instante, que Enzo ainda acreditava que Sofia era sua melhor arma contra ele. Ainda acreditava que, se tocasse no
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