O eco dos passos de Olivia em direção à saída do quarto do bebê ressoou com uma finalidade que oprimiu o peito de Audrey. Era aquela rigidez familiar, aquele orgulho que sempre servira de muro entre as duas, que ameaçava dar por terminada a visita em uma fria troca de cortesias. Olivia já estava ajustando a alça da bolsa, com o olhar no tapete, pronta para se retirar antes que o silêncio se tornasse insuportável.— Mamãe, fique — disse Audrey de repente, sua voz suave, mas firme, quebrando a inércia da despedida. — Fique para almoçar comigo. O Alessandro não voltará até tarde e as crianças estão na escola. A companhia me faria bem.Olivia parou subitamente. Seus olhos encontraram os da filha, buscando algum rastro de sarcasmo ou reproche, mas apenas encontrou uma calma honesta. Audrey havia decidido, naquele exato instante, que o peso do ressentimento era oneroso demais para carregar em sua nova vida. Não esquecia o passado, nem as palavras ferinas, nem a frieza dos anos anteriores, m
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