Audrey terminou de arrumar os cobertores sobre Emma e Matthew, que haviam caído exaustos após a desgastante viagem emocional ao hospital. Ver o avô cercado de cabos e monitores os deixara incomumente calados, e a ela, com o coração apertado. Ao voltarem, Gael a deixara na porta com um olhar carregado de promessas silenciosas e um aviso sobre a batalha legal que se aproximava, uma que Audrey ainda não sabia como processar.Agora, sozinha na penumbra do seu quarto, Audrey olhava-se no espelho enquanto soltava o cabelo. Amanhã era seu primeiro dia na empresa, um marco que deveria enchê-la de orgulho, mas a ansiedade lhe roubava o fôlego. Olhou para o relógio na parede: passava da meia-noite e o lugar de Alessandro na casa continuava vazio.Não conseguia parar de pensar nele. Era um quebra-cabeça cujas peças se recusavam a se encaixar. Naquela manhã, ele havia se comportado como um tirano possessivo, lembrando-a friamente das correntes de seu contrato e ameaçando-a por querer levar as cri
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