A manhã filtrou-se pelas cortinas da mansão com uma claridade que parecia refletir a nova ordem das coisas. Para Audrey, o despertar foi incomumente leve; a confissão da noite anterior ainda vibrava nas paredes de sua memória, tirando o peso da incerteza, mas acrescentando a vertigem do desconhecido.Ao descer para a sala de jantar, o aroma que inundava o corredor a fez parar de repente. Não era o cheiro habitual de café preto e torradas integrais que Alessandro preferia. Era algo mais doce, mais acolhedor. Ao entrar, deparou-se com uma cena que parecia saída de um banquete de casamento. A mesa estava repleta de pratos que exalavam um aroma reconfortante e familiar. Alessandro, fiel ao seu perfeccionismo italiano, havia supervisionado cada detalhe: havia panquecas de mirtilo com xarope de bordo de Vermont, ovos beneditinos servidos sobre pão brioche perfeitamente torrado, uma seleção de frutas exóticas e, no centro, uma travessa de waffles de leitelho com frango frito crocante, o café
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