ÁtilaO sol começa a se esconder atrás do horizonte, pintando o céu com tons vibrantes de laranja, rosa e roxo, uma obra de arte natural que se desdobra diante dos meus olhos. A casa na praia, com suas paredes brancas e telhado de telhas vermelhas, ganha um tom dourado, tingido pela luz suave da tarde, que se esvai lentamente. Estou sentado na varanda, em minha poltrona de vime favorita, com uma xícara de café ainda quente em minhas mãos, observando minha família. A cena diante de mim é tão perfeita, tão idílica, que às vezes me pego duvidando se é real, se não é apenas um sonho do qual temo acordar. Leo e Nicolas estão na areia, um pouco mais adiante, suas risadas infantis engrossando o som das ondas, enquanto brincam com conchinhas, suas pequenas figuras se destacando contra o azul infinito do mar. Não posso deixar de sorrir ao vê-los, um retrato da alegria e da inocência que eu tanto lutei para preservar.Desde que nos mudamos para cá, para este paraíso particular, tudo parece ter
Ler mais