SamantaNo instante em que a porta do meu apartamento se fechou, trancando o resto do mundo do lado de fora, o silêncio durou apenas o tempo de um suspiro. Lorenzo não era um homem de meias-medidas, e quando seus olhos escuros encontraram os meus sob a luz fraca do hall de entrada, eu soube que aquela noite seria diferente. Não havia a urgência crua dos nossos outros encontros, mas sim uma intensidade avassaladora, uma necessidade mútua de nos fundirmos um ao outro até que não restasse nenhum espaço para dúvidas.Ele deu um passo à frente, encurtando a distância, e suas mãos — grandes, firmes, mas surpreendentemente cuidadosas — moldaram o meu rosto. O beijo começou lento, uma exploração profunda que fez meus joelhos fraquejarem, antes de se transformar em algo voraz. Lorenzo me prensou suavemente contra a parede ao lado da porta, o peso do seu corpo me reivindicando, enquanto suas mãos desciam pela minha cintura, puxando-me para mais perto, até que eu pudesse sentir cada batida acele
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