Ísis— Henrique, me ajuda! Ele vai tirar nosso bebê! — Gritei desesperada.— Eu estou indo te salvar, meu amor! Seu filho da puta! Não toque no meu filho. Eu juro que vou te matar, Heitor!Eu chorava e balançava a cabeça desesperadamente, gritando pelo Henrique. O pânico me sufocava enquanto Heitor permanecia parado observando meu sofrimento com uma satisfação diabólica. Seu silêncio era frio e calculista, enquanto virava a garrafa bebendo longos e lentos goles até que desligou a ligação.— Por favor, Heitor… me deixa ir — implorei, sentindo o desespero percorrer todo o meu corpo. — O Henrique não vai te deixar safar dessa. Meu pai também não! Eles vão te caçar!Ele deu de ombros, num gesto desinteressado, como se minhas ameaças não fossem nada.— Ninguém vai vir te salvar, pequena. — disse ele, com a voz começando a ficar arrastada pelo álcool. Depois virou-se lentamente olhando em direção ao porto. — Ainda estamos próximos do porto. Se o Henrique tentar dar uma de herói e vir atrás
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