Olho pro nome, releio, volto a frase.Ines.Minha Ines. Quer dizer, não minha, mas a Ines de agora, aquela que vive andando pelo castelo como se tivesse nascido dentro das paredes, sempre com tudo calculado, sempre cuidando da minha imagem, da reputação do rei, das alianças. No diário da minha mãe, Ines é a amiga que arrastava ela pra floresta, que ajudava a fugir de treino, que ria junto, que se escondia com ela.Ofélia.O outro nome aparece repetido em vários trechos. “Ofélia quase caiu da árvore hoje”, “Ofélia mentiu pro pai por minha causa”, “Ofélia acha que eu devia ser menos dura comigo mesma”, “Ofélia e Ines são minhas âncoras”. E, mesmo que ela não escreva o sobrenome, mesmo que não diga “Ofélia, mãe do Eron”, alguma parte de mim junta os pontos sozinha, porque não tem como ser coincidência. Ofélia. Nome que eu já ouvi em sussurros, em tom de respeito, ligado à família real, ao passado.As três eram inseparáveis.Minha mãe, Ines, Ofélia. Três garotas aprendendo a ser Luna, con
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