Ainda estou com a cabeça presa no corredor, nos olhos frios do Eron, nas palavras “garota estúpida” ecoando onde deveria existir silêncio, quando percebo que tenho passado tempo demais encarando o nada. Estou sentada na beira da cama, o corpo aqui, mas o resto ainda espalhado em pedaços pelo dia, pensando em Ana, no vestido, no celular, no sistema, em tudo o que eu fiz certo e errado sem saber distinguir bem a fronteira entre um e outro.
É nesse estado que ouço três batidas suaves na porta, cur