Dante deu as costas ao pai sem dizer mais nenhuma palavra. O silêncio que ele deixou naquele escritório era mais perigoso do que qualquer grito. Ele cruzou a porta batendo-a com força, os passos rápidos ecoando pelo corredor luxuoso e reservado do andar superior da mansão. Sua mente trabalhava na velocidade da luz. Ele precisava falar com Theo. Precisava entender onde Isadora estava e como resgatar a irmã do melhor amigo. No entanto, antes que pudesse alcançar a escadaria que dava para os jardins dos fundos, uma figura elegante bloqueou o seu caminho. Isabella di Castiglione surgiu das sombras de uma antessala. Ela já não parecia a mulher humilhada do salão de festas. Havia refeito a maquiagem, e o perfume importado exalava de sua pele como uma armadilha adocicada. Ela deu um passo à frente, fechando o espaço entre os dois, e colocou uma das mãos delicadas sobre o peito de Dante, sentindo o coração dele martelar com força sob o tecido do smoking.— Dante, pare um pouco — Isab
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