O coração de Isadora falhou uma batida. Noiva oficial. Semana que vem. O ar pareceu sumir dos seus pulmões, mas ela cerrou os punhos, sentindo o metal frio do colar de pérolas negras. Ela havia escutado tudo enquanto retornava. Ela não entrou na sala desmoronando; ela esperou três segundos, respirou fundo e cruzou o portal com a cabeça erguida. Dante se levantou imediatamente ao vê-la, os olhos carregados de uma culpa que ele achava que estava escondendo bem. — Isadora... — ele começou, mas a voz morreu na garganta. Vitor Valente, percebendo a mudança na atmosfera, abriu um sorriso vitorioso. Ele estendeu a mão para o lado, pegando um envelope de couro pardo que estava sobre um aparador. — Já vai, querida? — Vitor perguntou, estendendo o envelope na direção dela. — Leve isso. É um pequeno... registro de família. Algo para você estudar enquanto ocupa o tempo na cobertura do meu filho. Considere um aviso de que, neste mundo, a beleza é passageira, mas os contratos são eternos.
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